Relatório da ONU pede ‘esforços acelerados’ para alcançar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Se o mundo quiser erradicar a pobreza, enfrentar as mudanças climáticas e construir sociedades pacíficas e inclusivas para todos até 2030, são necessários mais esforços para acelerar o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação consta em um relatório das Nações Unidas apresentado nessa segunda-feira (17) pelo secretário-geral da organização, António Guterres

Se o mundo quiser erradicar a pobreza, enfrentar as mudanças climáticas e construir sociedades pacíficas e inclusivas para todos até 2030, são necessários mais esforços para acelerar o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação consta em um relatório das Nações Unidas apresentado nessa segunda-feira (17) pelo secretário-geral da organização, António Guterres.

“A implementação começou, mas o tempo está passando”, afirmou Guterres. “Este relatório mostra que a taxa de progresso em muitas áreas é muito mais lenta do que o necessário para atingir os objetivos até 2030.”

Usando os dados mais recentes disponíveis, o relatório anual sobre os ODS fornece uma visão geral dos esforços de implementação do mundo até o momento, destacando áreas de progresso e áreas onde mais ações precisam ser tomadas para garantir que ninguém seja deixado para trás.

O documento foi divulgado durante o Fórum Político de Alto Nível, que acontece na sede da ONU desde 10 de junho, e segue até o próximo dia 19.

Enquanto quase 1 bilhão de pessoas escaparam da pobreza extrema desde 1999, cerca de 767 milhões de pessoas permaneceram nessa situação em 2013, a maioria vivendo em situações de vulnerabilidade.

Apesar dos grandes avanços, um número alarmante de crianças menores de cinco anos ainda são afetadas pela desnutrição – em 2016, cerca de 155 milhões de crianças nessa faixa etária.

Entre 2000 e 2015, o índice global de mortalidade materna diminuiu 37% e a taxa de mortalidade de menores de cinco anos caiu em 44%. No entanto, 303 mil mulheres morreram durante a gravidez ou parto e 5,9 milhões de crianças menores de cinco anos morreram em todo o mundo em 2015.

Na área da energia sustentável, enquanto o acesso a combustíveis e a tecnologias para cozinhar limpos aumentou para 57% em 2014, em relação a 50% em 2000, mais de 3 bilhões de pessoas ainda não tinham este acesso, o que levou a cerca de 4,3 milhões de mortes em 2012.

De 2015 a 2016, a assistência oficial ao desenvolvimento aumentou 8,9% em termos reais, para 142,6 bilhões de dólares, alcançando um novo recorde. A ajuda bilateral aos países menos desenvolvidos, no entanto, caiu 3,9% em termos reais.

Progresso é desigual

Os benefícios do desenvolvimento não são igualmente compartilhados. Em média, as mulheres passaram quase o triplo da quantidade de tempo no trabalho doméstico e no trabalho não remunerado, em relação aos homens, segundo os dados de 2010 a 2016.

As perdas econômicas advindas de riscos naturais agora atingem uma média de 250 bilhões a 300 bilhões de dólares por ano, com um impacto desproporcional nos países pequenos e vulneráveis.

Apesar de a taxa de desemprego global cair de 6,1% em 2010 para 5,7% em 2016, os jovens eram quase três vezes mais propensos do que os adultos a estar sem emprego. Em 2015, 85% da população urbana usava serviços de água potável administrados de forma segura, em comparação com apenas 55% da população rural.

“Empoderar grupos vulneráveis é fundamental para acabar com a pobreza e promover a prosperidade para todos, em todos os lugares”, afirmou Wu Hongbo, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais.

Fonte: ONU Brasil

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