São Raimundo é campeão do Torneio Início da Copa Leão Braúna

A amizade marcada nos campos de futebol no início da década de 1990 voltou a ser celebrada dentro de um estádio, na tarde e noite deste domingo, dia 23, através do Torneio Início da Copa Leão Braúna, que reúne apenas ex-atletas de futebol da base do Amazonas. O evento, que ocorreu no Ismael Benigno, mais conhecido como Colina, recebeu apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Pelo Torneio Início, participaram 13 times, sendo: São Raimundo, Nacional, Sul América, América, Fast, Tarumã, Cliper, Libermorro, Rio Negro, Cepe, Grêmio Iranduba, Holanda e Comercial. A competição oficial começa no próximo sábado, dia 29 de julho, com o total de 85 jogos e mais de 300 jogadores no certame. No final de semana, rolam seis jogos, sendo que o Holanda folga (tabela de jogos no final do texto).

Na disputa que marcou o início do reencontro de grandes ex-futebolistas e presta homenagem para o ex-treinador Leão Braúna – falecido em janeiro deste ano -, a equipe do São Raimundo acabou conquistando o título do Torneio ao vencer por 2 a 1 o Holanda, com gols de Tamilson e Cafú. Pocó descontou para o time do homenageado e ficou com o troféu de artilheiro da competição com três gols.

O Tufão da Colina mostrou um time coeso, entrosado e unido, deixando para trás as equipes do Sul América, Libermorro, Comercial e Holanda. Seguro na meta alviceleste, o goleiro Webber mostrou a boa forma dos tempos passados e ajudou o time colinense a conseguir o troféu dentro de casa e com o apoio da torcida. O goleiro pegou seis pênaltis, fez defesas importantes e ficou com o título de melhor goleiro da competição.

“Eu tenho uma facilidade (para pegar pênaltis) e espero um pouquinho o jogador chutar a bola. Também tenho informações de alguns companheiros que jogaram com outros jogadores e isso facilita um pouco mais. É bom ganhar um título e o São Raimundo já estava merecendo. Esse ano foi difícil para o clube, rebaixado no campeonato e espero que seja dada a volta por cima”, contou o goleiro.

Autor do segundo gol da final, o ex-atacante do Cliper, Fast, Nacional, Rio Negro, mas com uma sólida carreira no São Raimundo, Cafú pode lembrar dos momentos inesquecíveis com o clube da Colina, principalmente ao celebrar o título com a torcida presente.

“Acho que voltei há 20 anos. É muito gostoso você fazer um gol e ver a torcida gritar pelo seu nome. É muito gostoso, ainda mais fazendo o gol pelo clube que eu gosto. Agora vamos trabalhar, se unir ainda mais e ver o que vai acontecer daqui pra frente na competição”, disse.

Ex-craque artilheiro

Com o vice-campeonato que marca o início da competição que segue até o mês de outubro, os jogadores do Holanda entraram na disputa para homenagear o fundador do clube. Para chegar até à final, o time fundado pelo ex-treinador passou por Nacional e Fast.

“Nosso grupo é formado por ex-jogadores do Nacional. Fomos campeões da base em 1993 e 1994 com o Leão sendo nosso técnico e fizemos essa homenagem para ele. Conseguimos esse segundo lugar, fiz dois gols de pênalti e um na final, e dedico esse troféu ao meu filho, Tony Junior. Ele nunca me viu jogar, infelizmente não pode estar aqui no estádio e essa conquista vai para ele”, declarou o ex-jogador.

Emoção

Feliz pelo legado de alegria e fortalecimento do futebol de base, a filha do ex-treinador, Vanusa Braúna, 39, presente no Tornio, ficou surpresa com o carinho dos ex-jogadores. “Estou muito feliz em saber que o meu pai ainda é muito querido, onde quer que esteja. É uma emoção muito grande. Só tenho a gradecer a todos da organização e a todos os jogadores que estiveram participando em memória do meu pai”, disse.

Para o presidente da Lirdam, Júnior Mendes, o sucesso do Torneio Início marca um novo momento para o futebol amador do Amazonas.

“A intenção é homenagear e nunca deixar que seja esquecido nome do Leão. Foi uma verdadeira festa, jogos de qualidade mostrados pelos ex-craques que ainda jogam muito e bem. Homenageamos as pessoas que contribuíram para o nosso futebol e que ainda contribuem. Não podemos deixar morrer o futebol do Amazonas, principalmente o de base. Agradeço pelo apoio da Sejel que abriu as portas do estádio, e é bom que se diga que nunca um órgão valorizou tanto a base como está valorizando desde o ano passado para cá. Só temos a agradecer”, frisou.

Fonte:  Atleta Local

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